QUARTA, 27/05/2020, 19:07

Apesar da pandemia, transplantes de órgãos seguem sendo feitos normalmente no Paraná

Coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes diz que apenas os procedimentos intervivos que não têm urgência, estão sendo adiados no estado, que é líder em transplantes no país.

Apesar da Covid-19 e de todas as restrições em diversos setores, os transplantes de órgãos continuam sendo feitos no estado, praticamente no mesmo volume de antes da pandemia. O assunto veio à tona após o caso trazido por uma ouvinte da CBN Londrina, que espera por um transplante de rim, a ser doado pelo filho, e que teria sido desmarcado.

A coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, Arlene Badoch, garante que apenas em algumas poucas situações houve mudanças. Um dos motivos para se adiar o procedimento atualmente, explica a coordenadora, é a ausência de certas estruturas específicas em alguns poucos centros do estado, principalmente nos casos envolvendo o transplante de rim. Mas, mesmo assim, cada caso é avaliado individualmente e apenas se for possível a cirurgia é adiada, afirma Arlene Badoch.

A coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes destaca os números do Paraná na área, que entre janeiro e março chegou a 47 doações por milhão de habitantes, enquanto a média nacional é de 18.4. Foram 170 doações efetivas no Estado nesse período de três meses. No caso do transplante de rim, os números do Paraná são ainda melhores, pouco mais de 48 por milhão de habitantes. A média nacional é 29.

Arlene Badoch explica que o caso do ouvinte da CBN se enquadra em uma das exceções, já que o transplante de rim não seria uma urgência e em função da pandemia a opção é pelo o adiamento, orientação que vem sendo seguida em todo o país.

O Paraná fechou 2019 como líder nacional nos transplantes de órgãos e pelo quarto ano consecutivo no número de transplantes renais. Em Londrina, segundo Arlene Badoch, a cada 10 famílias entrevistadas, apenas duas não aceitam a doação.

Entre os órgãos que podem ser doados: coração, rins, pâncreas, pulmões, fígado e também alguns tecidos.

Por Marcos Garrido

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