QUINTA, 22/12/2016, 19:22

Atentado contra agentes penitenciários em Londrina teria sido previsto há mais de dois meses

Segundo advogado do sindicato dos profissionais, um suposto alerta da Abin emitido ainda em outubro dava conta de que integrantes do PCC já planejavam cometer o crime

A emboscada contra um comboio do Serviço de Operações Especiais do Depen ocorrida em Londrina na última terça-feira (20) começou a ser orquestrada por membros do PCC há ao menos dois meses.

A denúncia partiu do advogado do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná. De acordo com Mário Barbosa, um informe que teria sido produzido pela Agência Brasileira de Inteligência em 14 de outubro dava conta de que a ação já era planejada pela facção criminosa.

Integrante do SOE, o agente penitenciário Thiago de Carvalho, de 33 anos, morreu na emboscada após ser atingido por tiros de alto calibre. Outros dois profissionais foram baleados, mas conseguiram sobreviver.

Para o advogado do Sindarspen, o governo do Paraná foi “totalmente negligente” no caso, pois, na opinião de Barbosa, o estado poderia ter evitado o crime.

Nossa reportagem procurou respostas tanto da secretaria de Segurança Pública quanto do Departamento de Execução Penal, mas não tivemos retorno até o fechamento da matéria.

Em entrevista coletiva um dia depois do ocorrido, o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, negou ter sido informado sobre o possível alerta da Abin. Ao mesmo tempo, ele alegou que a existência de informes dessa natureza não pode impedir a atuação dos agentes.

Ainda conforme o advogado, o sindicato tem feito reclamações constantes ao governo em relação à falta de segurança para os profissionais trabalharem. No entanto, Mario Barbosa chamou de “paliativas” as ações adotadas até agora pelo poder Executivo.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (22), o Sindarspen declarou que o SOE trabalha sem estrutura necessária. Segundo a entidade, os próprios agentes precisam comprar munições. Também de acordo com o sindicato, todas as unidades do Serviço de Operações Especiais estão aquarteladas até que o governo do Paraná dê respostas a respeito da falta de estrutura no órgão.

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