Casos de doenças respiratórias seguem em alta e Londrina registra 24 mortes no ano
Boletim da Secretaria de Saúde acende alerta para internações de adultos e crianças, enquanto procura por vacina continua baixa entre idosos e o público infantil
A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina segue monitorando de perto a circulação de vírus respiratórios na cidade, que continua em patamares elevados. Em exames recentes, mais de 60% das amostras analisadas deram positivo para algum tipo de vírus, sendo os mais comuns o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a Influenza (gripe comum), o Rinovírus, o Adenovírus e o Metapneumovírus.
De acordo com o último boletim oficial, a situação exige atenção devido ao número de internações provocadas por complicações dessas síndromes respiratórias graves. Apenas na segunda semana de junho, 66 pessoas precisaram ser hospitalizadas na cidade, incluindo 53 adultos e 13 crianças de até 12 anos.
O reflexo desse aumento também é sentido nos postos de socorro. No Pronto Atendimento Infantil (PAI), que centraliza as urgências pediátricas do município, quase um terço dos 2.808 atendimentos realizados na última semana foi de crianças com sintomas de gripe.
O cenário se torna ainda mais preocupante com a atualização do número de mortes causadas por complicações respiratórias graves, que chegou a 24 óbitos em Londrina ao longo deste ano. Desse total, cinco mortes foram provocadas pelo vírus da gripe, quatro pelo VSR e as outras 15 ocorreram por causas respiratórias sem um vírus específico identificado nos exames.
Duas dessas mortes foram confirmadas nos últimos dias: a de uma paciente de quem não se descobriu o vírus exato e a de uma idosa de 69 anos, que já tinha outros problemas de saúde e não resistiu às complicações da Influenza.
Para conter o avanço das doenças e evitar novos casos graves, a Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação, cujos índices ainda preocupam as autoridades locais. Até o momento, a cobertura vacinal contra a gripe atingiu pouco mais da metade dos idosos e apenas 35% das crianças na cidade. O único grupo que superou a meta estipulada foi o das gestantes, enquanto a média geral de vacinação entre todos os públicos prioritários permanece em apenas 52%.