Casos de meningite aumentam na região de Londrina, mas número de mortes cai
De janeiro a agosto, foram registrados 138 casos e quatro mortes na 17ª Regional de Saúde; em Londrina, são 94 casos e três óbitos neste ano
A quantidade de casos de meningite aumentou neste ano na região de Londrina, mas o número de mortes provocadas pela doença caiu. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a 17ª Regional de Saúde, que reúne 21 municípios do Norte do Paraná, registrou 126 casos e sete mortes entre janeiro e agosto de 2025. No mesmo período deste ano, já são 138 casos e quatro mortes. Os números consideram todos os tipos de meningite.
Em Londrina, também houve aumento nos registros. No ano passado, foram 87 casos e seis mortes. Neste ano, até o momento, são 94 casos e três óbitos.
A meningite é uma inflamação das membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal e pode apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos. Em alguns casos, também podem surgir manchas avermelhadas na pele, geralmente alguns dias após o início da infecção. Um dos sinais que mais chamam a atenção é a rigidez na nuca, principalmente quando aparece junto com febre persistente, dor de cabeça forte e vômitos intensos. Embora possa atingir pessoas de qualquer idade, esse quadro é observado com frequência em crianças e adolescentes.
A prevenção é possível por meio da vacinação. No Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis vacinas contra diferentes tipos de meningite, incluindo as meningocócicas C e ACWY, de acordo com a faixa etária. Outras vacinas, como a pentavalente, a pneumocócica e a BCG, também ajudam a proteger contra formas específicas da doença.