QUARTA, 17/06/2020, 19:48

Com suspensão do toque de recolher pelo TJ, prefeitura de Cornélio Procópio publica novo decreto com punições mais duras

Vice-prefeita diz que caso novas medidas não funcionem, Município pode decretar o chamado lockdown e fechar as atividades não essenciais.

Com o fim do toque de recolher, determinado pelo Tribunal de Justiça, mesmo após uma tentativa do Ministério Público para que fosse mantido, o principal receio da prefeitura de Cornélio Procópio é que a Covid-19 avance ainda mais na cidade. O município viu os números da doença darem um salto em maio. E eles continuam subindo com rapidez agora em junho. Até esta quarta-feira, eram 212 casos confirmados e 12 mortes pela Covid-19.

A vice-prefeita de Cornélio Procópio, Angélica Olchaneski, destaca que há mais ou menos duas semanas a cidade não tinha óbitos registrados pela doença e que a suspensão do toque de recolher preocupa a Prefeitura, já que era mais uma alternativa para tentar tirar as pessoas da rua e aumentar o distanciamento social.

O toque de recolher na cidade foi determinado por um decreto municipal de 15 de abril e já tinha sido suspenso por uma decisão de 1ª instância da justiça, após uma Ação Popular protocolada por um morador da cidade. Na época, a cidade tinha pouquíssimos casos confirmados da Covid-19 e nenhuma morte.

A vice-prefeita diz que o Município vai recorrer da decisão junto ao TJ e que paralelo a isso decidiu publicar um novo decreto, com multas de até R$ 300 para quem não usar máscara, e de até R$ 5 mil para estabelecimentos que descumprem as regras, além de outras medidas como o encaminhamento do infrator ao Ministério Público para providências criminais.

Sobre um possível fechamento das atividades não essenciais, a vice-prefeita diz que a medida vai depender do comportamento da população.

A vice-prefeita diz ainda que o comércio da cidade se preparou para funcionar durante a pandemia e vem cumprindo as regras. O principal problema hoje, segundo Angélica Olchaneski, é o comportamento de uma minoria que insiste, por exemplo, em não usar máscara e desrespeitar o distanciamento social.

Por Marcos Garrido

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