Condenado por matar Eduarda Shigematsu, Ricardo Seidi pode deixar a prisão em menos de quatro anos
Advogado criminalista fez cálculo que aponta que pai da menina, réu confesso do crime e preso há sete anos, deve ganhar a liberdade em dezembro de 2029, isso se não houver progressão de pena
Agora condenado pelo assassinato e a ocultação do cadáver da própria filha, Eduarda Shigematsu, Ricardo Seidi segue preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Detido desde 2019, ano da morte da menina, Seidi pegou uma pena de 23 anos e 6 meses de prisão. Mas se engana quem pensa que o homem vai passar muito mais tempo atrás das grades. A pedido da reportagem, o advogado criminalista Mario Barbosa fez um cálculo que aponta que Seidi deve ganhar a liberdade em dezembro de 2029, ou seja, em menos de quatro anos.
Ele lembrou, entretanto, que a legislação prevê uma série de atividades para que o preso consiga uma progressão de pena, como a leitura de livros, o trabalho do interior da prisão e o bom comportamento. Ou seja, dependendo da postura de Seidi, conforme Barbosa, pode ser que ele deixe a prisão de forma ainda mais célere.
Ricardo foi condenado por homicídio triplamente qualificado, com o agravante de feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Terezinha de Jesus Guinaia, avó de Eduarda e que respondia por ocultação de cadáver e falsidade ideológica, foi absolvida das acusações. O júri popular foi realizado em Maringá entre as últimas quarta (16) e quinta-feira (17).