SEGUNDA, 21/09/2026, 07:15

Liberação de viaduto na BR-369, em Londrina, também depende de análise técnica da EPR

Prefeito Tiago Amaral criticou demora para a realização do procedimento e disse que cidade pode perder recursos estaduais para a execução da obra

O prefeito Tiago Amaral revelou que, assim como o viaduto da Esperança, em Cambé, o previsto para ser instalado em Londrina, na BR-369, nas proximidades da avenida Angelina Ricci Vezozzo, também depende de uma análise técnica da EPR, a concessionária de pedágio que administra a rodovia na região.

Ele disse que passou os últimos meses trabalhando junto com o DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, a liberação dos projetos para a licitação da obra, que será realizada com R$ 58 milhões já garantidos pelo Governo do Estado. Mas, nesse meio-tempo, segundo Amaral, a rodovia passou a fazer parte das novas concessões de pedágio e o processo foi parar na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Em reunião no referido órgão, o prefeito recebeu a informação de que os projetos só seriam liberados após a análise da EPR.

O sentimento, segundo Amaral, é de frustração, uma vez que todo o trabalho que havia sido feito junto ao DNIT, de acordo com ele, aparentemente não serviu para nada.

O prefeito também disse que o projeto deu entrada na concessionária, para a referida análise, há três semanas. Até agora, conforme ele, nenhuma resposta foi dada.

Amaral disse que os recursos, já garantidos pelo Governo do Estado, podem ser perdidos caso as obras não sejam licitadas ainda este ano.

Em nota, a EPR disse que recebeu os projetos da obra no início de setembro. O processo de análise, segundo a concessionária, "está em andamento pela concessionária dentro da forma e prazo estabelecidos no Contrato de Concessão". Trata-se de projeto de obra, ainda conforme a empresa, "que demanda atenção nos campos de engenharia, operação rodoviária e sustentabilidade". A concessionária também ressaltou que "apenas analisa a documentação apresentada, garantindo o alinhamento com as exigências técnicas e de segurança do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que é quem autoriza ou não a obra". A EPR lembrou ainda que, desde que assumiu a concessão, "já recebeu dezenas de projetos de intervenções na faixa de domínio de municípios, empresas e outras entidades, os quais encontravam-se represados nos órgãos competentes anteriores, DNIT e DER/PR, e realiza as análises de acordo com ordem de prioridade de cada um dos pedidos". Por fim, a concessionária reconheceu a importância do viaduto e garantiu que está dialogando com o município.

Por Guilherme Batista

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