Condenado por matar ex-esposa há 31 anos virá transferido para penitenciária de Londrina ainda este mês
Preso no Paraguai e custodiado em Foz do Iguaçu, Marcos Panissa precisou esperar pela liberação de uma vaga no sistema prisional da cidade
Marcos Campinha Panissa, condenado pelo assassinato da ex-esposa, continua preso na Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, no oeste do estado. Ele foi detido em San Lorenzo, no Paraguai, no dia 15 de abril, depois de passar mais de 30 anos foragido da Justiça brasileira. A Vara de Execuções Penais de Londrina determinou a transferência dele para uma penitenciária da cidade ainda no mês passado, mas a falta de vagas impediu que a mudança fosse feita com rapidez.
Em entrevista à CBN nesta sexta-feira (15), o advogado de Panissa, Antônio Carlos Vianna, garantiu que a transferência do cliente dele será feita pela Polícia Penal do Paraná ainda este mês. O defensor confirmou a dificuldade em razão da superlotação carcerária, mas disse que uma vaga já foi reservada a Panissa na unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL1).
Vianna disse que os pais e os irmãos de Panissa moram na cidade, e que a vinda dele para a PEL1 vai facilitar o acompanhamento por parte dos parentes e também o serviço jurídico, uma vez que o advogado também reside em Londrina.
Marcos Panissa foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão por assassinar com mais de 70 facadas a ex-esposa, Fernanda Estruziani, de 21 anos, no apartamento onde ela morava, no centro de Londrina, em agosto de 1989. O homem ficou com ciúmes depois de encontrar Fernanda com o namorado. Ele usou uma cópia da chave para invadir o imóvel. A mulher foi atacada na cama, enquanto se preparava para dormir. Na época, Panissa ficou foragido por dois meses antes de se apresentar a confessar o crime. Ele passou por dois júris em liberdade, mas desapareceu antes que o terceiro julgamento acontecesse, em 1995. Dede então, era procurado pela polícia.
O advogado de defesa disse que agora, com a questão da transferência resolvida, vai trabalhar para pedir que o caso passe por uma revisão penal na Justiça.