QUARTA, 28/10/2026, 09:22

Cooperativismo de crédito supera R$ 1 trilhão em ativos e amplia atuação no país

Modelo reúne 21,2 milhões de cooperados e também movimenta o agronegócio. Sicredi Dexis já liberou R$ 1,2 bilhão pelo Plano Safra 2026/2027

O cooperativismo de crédito brasileiro ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos em 2025 e alcançou 21,2 milhões de cooperados. O avanço acompanha o aumento do conhecimento da população sobre o modelo, no qual os associados utilizam serviços financeiros e também participam das decisões e dos resultados das instituições.

De acordo com Deivid Vacari Conchon, diretor executivo da Sicredi Dexis, as cooperativas deixaram de ser associadas exclusivamente ao agronegócio e passaram a atender diferentes públicos, incluindo trabalhadores assalariados, profissionais liberais e empresas de diversos portes.

Além de serviços financeiros, o modelo busca manter os recursos em circulação nas regiões onde atua, por meio do fornecimento de crédito, da distribuição de resultados entre os associados e do apoio a iniciativas locais. Segundo o executivo, o sistema Sicredi concentra cerca de metade dos ativos do cooperativismo de crédito nacional.

No agronegócio, a Sicredi Dexis já liberou aproximadamente R$ 1,2 bilhão em operações de crédito do Plano Safra 2026/2027, atendendo 3.725 produtores rurais. Os recursos podem ser destinados ao custeio da produção e a outras necessidades financeiras das propriedades.A cooperativa disponibiliza mais de 300 soluções financeiras para o setor, com atendimento personalizado a produtores de diferentes portes.

Segundo Vítor Miguel Pasquini, gerente de Desenvolvimento do Agronegócio, o período também exige atenção às condições climáticas, diante do excesso de chuvas e dos possíveis impactos no calendário de plantio. Apesar das perdas pontuais, a avaliação da cooperativa é de otimismo em relação à produção. Para reduzir os riscos, a instituição incentiva a contratação de mecanismos de proteção.

A Sicredi Dexis conta com 114 agências no Norte e Noroeste do Paraná e no Centro-Leste paulista, onde produtores podem buscar orientação sobre as linhas de crédito e as demais soluções disponíveis.

Por Paulo Andrade

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