QUARTA, 26/08/2026, 12:37

Corpo encontrado no Tibagi seria de condenado por estuprar e matar a própria mãe

Cláudio Claudemir Marques estava em liberdade desde o ano passado. Polícia Civil investiga possível execução por vingança

O homem encontrado morto e decapitado às margens do Rio Tibagi, em Ibiporã, foi identificado pela Polícia Civil como um morador do município que já havia sido condenado por estuprar e matar a própria mãe. A identificação foi confirmada após exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com o delegado Vitor Dutra, inicialmente, havia dúvida se o corpo poderia pertencer a Claudemir Marques, que está desaparecido desde o último sábado (22). A suspeita foi descartada após a perícia confirmar a identidade da vítima.

Segundo o delegado, a vítima havia sido presa e condenada por abusar sexualmente e matar a mãe, em janeiro de 2018. O crime teria ocorrido de forma extremamente violenta. A polícia trabalha, neste momento, com a possibilidade de que a morte tenha sido uma espécie de vingança, mas ainda não há suspeitos formalmente identificados.

O corpo foi localizado próximo ao local onde Claudemir Marques teria desaparecido. Segundo o relato de um caseiro ouvido pela polícia, o homem teria tido um surto após uma discussão e pulado no rio. O caso segue sendo investigado paralelamente, e as buscas por Marques continuam.

O caseiro chegou a ser considerado uma possível suspeita durante as primeiras horas da ocorrência, mas foi ouvido pela polícia e liberado. De acordo com Dutra, até o momento não há elementos que indiquem sua participação no desaparecimento ou no homicídio.

A Polícia Civil também busca esclarecer onde está a cabeça da vítima. O Corpo de Bombeiros realiza monitoramento na região e, caso a parte do corpo seja localizada, o IML deverá ser acionado para recolhimento e perícia.

A polícia deve ouvir novos familiares e pessoas próximas à vítima e cruzar as informações recebidas para tentar identificar os responsáveis pelo homicídio. Até o momento, ninguém foi preso pelo crime.

Por Paulo Andrade

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