El Niño pode potencializar número de criadouros do mosquito da dengue
Apesar de a doença estar em baixa na cidade, equipes de Endemias seguem em estado de alerta, já se planejando para conter o possível avanço da Aedes aegypti em 2027
O fenômeno El Niño, que pode aumentar consideravelmente o volume de chuvas na região sul do país ao longo dos próximos meses, também é motivo de preocupação no setor de Endemias, da Secretaria de Saúde de Londrina. A precipitação em larga escala, aliada às altas temperaturas da primavera e do verão, é um "prato" cheio para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. O mosquito aproveita recipientes com água parada para se reproduzir.
O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Nino Ribas, disse que, apesar de os números da dengue estarem em baixa na cidade, as equipes de Endemias seguem em estado de alerta, já se planejando para conter o possível avanço do Aedes em 2027.
Entre janeiro e setembro, Londrina registrou 1.311 casos confirmados e duas mortes pela doença. Os números, tanto de casos como de óbitos, são cerca de 70% menores na comparação com os registrados no mesmo período do ano passado.
Nino Ribas destacou que os agentes não mediram esforços na vistoria de imóveis e na orientação da população em relação à dengue. Ações inovadoras adotadas pelo município, como o uso de drones e das chamadas ovitrampas, armadilhas para a captura dos ovos do Aedes, também contribuíram para o bom resultado.
Nas últimas semanas, mais de 5 mil imóveis foram vistoriados pelas equipes somente na área central da cidade. Foram encontrados 79 focos do Aedes. Por outro lado, 1.466 locais visitados estavam fechados. O gerente de Vigilância Ambiental pediu que a população entenda a importância do trabalho dos agentes.