Em depoimento ao MP, vereador de Ibiporã nega racismo e diz que se referia à cor da água
Declaração durante sessão da Câmara motivou procedimento investigativo e pode gerar desdobramentos internos no Legislativo
O vereador de Ibiporã. Rafael do Nascimento de Oliveira, popularmente conhecido como Rafael da Farmácia (PSD), foi ouvido pelo Ministério Público em um procedimento que apura possíveis implicações criminais e cíveis após uma fala considerada racista durante sessão da Câmara de Ibiporã, realizada em 13 de fevereiro de 2026.
Na ocasião, o parlamentar, ao criticar as condições de manutenção de uma piscina pública da cidade, afirmou que o local estaria "tão podre que preto perdia para ela".
Durante o depoimento, o vereador afirmou que não teve intenção de ofender qualquer pessoa ou grupo.
O Ministério Público questionou o contexto da fala e a escolha das palavras, apontando que, mesmo em referência à cor, a construção da frase pode carregar conotação discriminatória. O vereador reconheceu que a expressão pode ter sido inadequada.
Como parte da defesa, Rafael da Farmácia ainda destacou a trajetória política e atuação junto à população, afirmando que sempre trabalhou em favor de comunidades mais vulneráveis e que não teria motivação para adotar uma postura discriminatória.
O caso segue em análise pelo Ministério Público, que vai avaliar se a fala configura crime ou se se enquadra como manifestação sem dolo. Paralelamente, a Câmara de Ibiporã conduz apuração interna que pode resultar em sanções políticas, dependendo do entendimento dos vereadores.