SEGUNDA, 11/05/2026, 09:35

Família denuncia desaparecimento de túmulo infantil em cemitério de Arapongas

Pais afirmam que restos mortais de bebê foram entregues em um saco plástico, cinco dias depois

Uma família de Arapongas passou por uma sequência de situações traumáticas envolvendo o desaparecimento do túmulo de uma bebê de sete meses em um cemitério da cidade. O caso veio à tona após os pais precisarem realizar um novo sepultamento, desta vez da outra filha do casal, uma criança de quatro anos.

Segundo Mauro Martins, advogado da família, o primeiro túmulo havia sido adquirido em 2020, de forma parcelada, após a morte da bebê. Anos depois, no momento do enterro da segunda filha, o pai foi informado de que o jazigo não existia mais devido a um suposto recadastramento realizado pela administração do cemitério.

De acordo com o relato, o espaço adquirido não comportava o tamanho do caixão, gerando revolta e constrangimento diante dos familiares presentes.

Após a ameaça de chamar a polícia e a imprensa, outro espaço foi providenciado para o enterro. No entanto, a principal angústia da família  era o paradeiro dos restos mortais da filha mais velha.

Segundo o advogado, os restos mortais da bebê foram localizados cinco dias depois, em um ossário coletivo e sem identificação adequada. A entrega teria sido feita em um saco plástico junto com um vestido da criança.

O caso gerou questionamentos sobre os critérios utilizados no recadastramento dos jazigos e sobre a forma de comunicação às famílias. A defesa sustenta que os pais residem no mesmo endereço há anos e afirmam nunca terem sido notificados oficialmente.

Além desse episódio, outras situações semelhantes também teriam sido registradas recentemente no mesmo cemitério, incluindo relatos de desaparecimento de túmulos poucos meses após sepultamentos.

A reportagem entrou em contato com a Secretária de Meio Ambiente de Arapongas, responsável pela gestão do cemitério municipal, que afirmou que vai realizar uma reunião nessa segunda-feira (11) para entender o procedimento adotado.

Por Paulo Andrade

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