SEGUNDA, 10/08/2026, 07:05

Gaeco de Londrina e Polícia Militar fazem operação contra o tráfico interestadual de drogas

Ordens judiciais foram cumpridas em Londrina e no Mato Grosso do Sul . As investigações apontam para a existência de um grupo organizado para o controle de negociação, logística, aquisição, preparo e transporte de substâncias entorpecentes

O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Polícia Militar, cumpriu na sexta-feira (7) cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e de busca pessoal no âmbito da Operação Passiflora II, que apura a atuação de um grupo voltado à prática de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Londrina e Coronel Sapucaia, no estado do Mato Grosso do Sul.

A Operação Passiflora é resultado de trabalho integrado de inteligência e investigação entre o Gaeco de Londrina e a Agência Regional de Inteligência do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

A atual etapa das investigações decorre da análise de dados obtidos do telefone celular do principal investigado, apreendido em fase anterior das investigações. Segundo o Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado, a operação é desdobramento de uma outra ação anterior que investiga o tráfico de entorpecentes, inclusive alguns com alto poder viciante.

As investigações apontam que a organização adquiriu e preparou mecanicamente um veículo para a realização do transporte interestadual de drogas. Esse veículo foi interceptado na cidade de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul, por equipes do Departamento de Operações de Fronteira, ocasião em que o motorista fugiu e foram apreendidos 350 quilos de entorpecentes (maconha e skank) pertencentes ao grupo.

As informações já obtidas pelo Ministério Público apontam para a existência de um grupo organizado para o controle de negociação, logística, aquisição, preparo e transporte de substâncias entorpecentes. As drogas eram distribuídas para diversos municípios, segundo o promotor.

Além do papel de liderança e coordenação exercido pelo líder da associação, alvo da primeira fase da operação, parte dos integrantes do grupo cuidava da logística e do transporte das drogas, com equipes dedicadas à manutenção mecânica e ao custeio dos veículos e motoristas contratados exclusivamente para viagens de longa distância.

O grupo também tinha contatos diretos com fornecedores baseados em cidades de fronteira com o Paraguai, que atuavam na distribuição dos entorpecentes, e com intermediadores e colaboradores para a comercialização do material ilícito em diversas regiões do país.

Por Fernando Bianchi

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