Gaeco e Vigilância em Saúde fazem operação para coibir venda e distribuição de cosméticos falsificados em Londrina
A segunda fase da operação visa desmantelar uma rede de produção e distribuição de produtos irregulares e sem registro sanitário
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Vigilância em Saúde do Município, deflagrou nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Dalila. O objetivo é coibir o comércio e a distribuição de produtos cosméticos irregulares e sem registro sanitário.
A operação teve início em outubro de 2025, quando foram realizadas prisões em flagrante pelo armazenamento e venda de cosméticos falsificados, como cremes capilares de uma renomada marca francesa. O Gaeco em seguida mapeou os fornecedores que abasteciam o mercado clandestino por meio de importações irregulares.
Agora nessa nova fase são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. Os alvos são endereços residenciais e comerciais de um dos investigados, incluindo guarda-volumes que estariam sendo utilizados para armazenar e ocultar estoques ilícitos e burlar a fiscalização sanitária.
As investigações apontam que os produtos de beleza – como colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem – têm origem desconhecida, possuem rótulos falsificados e não contam com o registro obrigatório na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representando um grave risco à saúde dos consumidores.
As equipes do Gaeco buscam apreender cosméticos adulterados ou sem registro, embalagens, insumos para rotulagem clandestina e dispositivos eletrônicos que possam robustecer as provas do caso.
O Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa explicou que além de produtos falsificados, o investigado também produzia produtos próprios sem a autorização necessária.
A distribuição ocorria em larga escala, principalmente por meio de plataformas de comércio eletrônico, abastecendo profissionais da área da beleza e o público em geral.
O homem que foi alvo das buscas do Gaeco prestou depoimento e teve celular apreendido, mas não foi preso.
Segundo o Ministério Público, os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (artigo 273 do Código Penal), associação criminosa e crimes contra as relações de consumo.