Golpe do celular com barra de ferro: Polícia Civil faz operação contra quadrilha na região
Criminosos de Arapongas enganavam compradores em Londrina vendendo caixas vazias com pesos de metal; um suspeito foi preso e outro está foragido
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, nesta terça-feira (23), a Operação "Telefone Mudo" para desmantelar uma quadrilha especializada em aplicar golpes na venda de celulares. O grupo criminoso ficava em Arapongas, mas escolhia suas vítimas na cidade de Londrina.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Estelionatos de Londrina com o apoio da polícia de Arapongas, resultando no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e na prisão preventiva de um dos suspeitos. Um segundo envolvido não foi encontrado e agora é considerado foragido pela justiça.
De acordo com o delegado Jaime José de Souza, que comanda as investigações, os golpistas atraíam os clientes publicando anúncios de smartphones de última geração nas redes sociais com preços bem abaixo do mercado. Quando alguém demonstrava interesse, um falso entregador combinava de encontrar a vítima em um local público de Londrina. O comprador recebia uma caixa que parecia estar lacrada e fazia o pagamento na hora via PIX. Porém, assim que o criminoso ia embora e a vítima abria a embalagem, descobria que tinha sido enganada: em vez do aparelho, os golpistas colocavam uma barra de ferro dentro da caixa apenas para simular o peso do celular.
A polícia registrou diferentes situações com o mesmo prejuízo. Em um dos casos, uma pessoa tentou apenas trocar o seu celular novo por outro de cor diferente. Ela se encontrou com os criminosos, entregou o próprio aparelho, pagou uma quantia em dinheiro de diferença e, ao abrir a nova caixa, também encontrou apenas um pedaço de metal.
A identificação dos integrantes do grupo foi possível após um intenso trabalho de inteligência dos policiais de Londrina, que analisaram imagens de câmeras de segurança, rastrearam quem recebeu as transferências bancárias e fizeram buscas em campo.
As investigações estão na fase final e, nos próximos dias, o caso será enviado ao Ministério Público (MPPR) e ao Poder Judiciário. Enquanto isso, as buscas continuam para localizar o suspeito que fugiu.