QUARTA, 22/04/2026, 05:55

Igreja desativada vira alvo de pichação no centro de Londrina

Mensagens ofensivas a pastor foram pichadas em dois pontos específicos do prédio, que fica na esquina das ruas Benjamin Constant e Belo Horizonte. Comércios da região também sofrem com o vandalismo

Um prédio que até poucos anos atrás abrigava uma sede da Igreja Presbiteriana, na esquina das ruas Benjamin Constant e Belo Horizonte, no centro de Londrina, foi alvo de diversas pichações nos últimos dias. As mensagens, com o número "666" e ofensas a um pastor até então não identificado, foram escritas em pontos distintos do prédio, um dos mais antigos da região. Um vídeo feito pelo celular mostra o responsável pelo vandalismo. Ele aparece de mochila, finalizando uma das mensagens, em plena luz do dia. O pedreiro Maurício de Oliveira, que mora por perto, ficou indignado com o que viu.

Normalmente, diferentemente do homem de mochila, os pichadores agem de madrugada, quando ninguém está vendo. O morador que conversou com a CBN contou do dia em que ele estava dormindo e foi acordado pelo barulho causado pelo ato de vandalismo, nesse caso cometido por um casal.

A porteira Rosângela Oliveira também criticou a ação dos pichadores, que consideram os rabiscos forma de arte e protesto. Mas, para ela, é só desrespeito mesmo.

Na região da igreja desativada, encontramos outros espaços também pichados. Na Belo Horizonte, perto da Fernando de Noronha, as mensagens estão espalhadas pelos comércios. Os atos de vandalismo são ainda mais visíveis nas proximidades do quadrilátero central. Na região da rua Prefeito Hugo Cabral, perto do calçadão, é difícil encontrar uma fachada sem rabiscos. A Guarda Municipal e a Polícia Militar realizam trabalhos diários de patrulhamento na região para evitar as pichações e também os furtos e as invasões dos comércios. Eventualmente, um ou outro pichador é flagrado no ato e detido. Uma lei municipal também obriga o responsável a arcar com os custos da pintura da fachada pichada, além de pagar multa de R$ 5 mil. Mas, para os moradores ouvidos pela CBN, essa ação de fiscalização deveria ser intensificada.

Por Guilherme Batista

Comentários