SEGUNDA, 20/04/2026, 16:23

Operação conjunta apreende R$ 10 milhões em celulares na BR-369

Motorista tentou fugir por matagal após ser abordado em Cambé; carga de eletrônicos estava escondida atrás de armários de aço

Uma operação integrada entre as polícias Federal e Militar resultou na apreensão de uma carga milionária de aparelhos celulares na tarde desta segunda-feira (20). A abordagem aconteceu na rodovia BR-369, no trecho entre Londrina e Cambé, após os agentes suspeitarem de um caminhão que trafegava em alta velocidade. O prejuízo estimado ao crime organizado supera os R$ 10 milhões.

Durante a fiscalização, o motorista de 33 anos demonstrou nervosismo e apresentou informações contraditórias sobre o destino da viagem, mencionando apenas que seguiria para o interior de São Paulo. Ao perceber que seria revistado, o homem tentou fugir a pé em direção a uma área de mata, mas foi rapidamente contido pelos policiais do Batalhão de Choque.

No compartimento de carga, os agentes encontraram inicialmente armários de aço, que serviam de fachada para ocultar a mercadoria irregular. Após uma vistoria detalhada, foram localizadas 125 caixas e oito sacos repletos de celulares novos e recondicionados, todos de origem estrangeira e sem nota fiscal. Segundo o tenente Henrique, da Polícia Militar, a carga misturava itens lícitos com os eletrônicos para dificultar o trabalho de fiscalização, uma técnica comum no crime de descaminho.

O condutor, que é morador da região de fronteira e não possuía passagens criminais, afirmou aos policiais que receberia R$ 5 mil pelo transporte. No entanto, a Polícia Federal desconfia do valor declarado, uma vez que o caminhão utilizado pertencia ao próprio suspeito, que assumiu um risco elevado ao transportar uma carga de altíssimo valor agregado.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Londrina. O veículo e todos os eletrônicos apreendidos foram levados para o depósito da Receita Federal. A ação contou com o apoio de equipes de Cascavel, do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMoa) e do setor de inteligência, que já monitorava o deslocamento suspeito vindo da fronteira.

Por João Gabriel Rodrigues

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