Justiça avalia pedido de prisão de dono de clínica fechada por maus-tratos em Londrina
Bruno Couto, que já foi preso em 2019, é apontado como responsável por local onde pacientes viviam em condições degradantes; cinco pessoas estão presas
Autoridades policiais e o Ministério Público de Londrina (MPPR) tentam localizar Bruno Couto, proprietário da clínica de reabilitação Escolha Certa, fechada na última segunda-feira (6) por graves irregularidades.
O local, na região central da cidade, abrigava 47 pessoas, entre dependentes químicos, idosos e pessoas com deficiência, em condições subumanas, com colchões sujos, entre outras dificuldades.
Durante a fiscalização, cinco funcionários foram presos preventivamente por crimes como sequestro, cárcere privado e alteração de produtos medicinais, incluindo a esposa de Couto, Estefany Maiara Couto, que optou pelo silêncio em depoimento.
O histórico do investigado, que se apresenta nas redes sociais como especialista em dependência química para seus 68 mil seguidores, já inclui uma prisão em 2019 pelo sequestro do próprio filho. Na ocasião, ele teria ameaçado a mãe da criança por mensagens de áudio. Embora a promotoria tenha solicitado a nova prisão de Bruno Couto, a Justiça ainda analisa o pedido. O delegado responsável pelo caso tentou contato com o empresário, mas não obteve retorno.
A defesa dos envolvidos, procurada por nossa reportagem, informou por telefone que ainda conversará com os clientes detidos; sobre o proprietário, o advogado afirmou que este se encontra em liberdade. As investigações continuam para apurar a extensão dos abusos cometidos no estabelecimento.