Justiça determina transferência de Marcos Panissa para Londrina
Condenado por matar a ex-mulher com mais de 70 facadas estava foragido há 31 anos. Ele foi preso no Paraguai na semana passada
A Vara de Execuções Penais de Londrina determinou que Marcos Campinha Panissa, condenado por matar a ex-mulher com mais de 70 facadas, seja transferido ao município para começar a cumprir a pena de 19 anos e seis meses de prisão. Panissa cometeu o crime na cidade em agosto de 1989, mas só foi preso na última semana, depois de passar 31 anos foragido.
Ele foi capturado em San Lorenzo, no Paraguai, onde vivia com uma identidade falsa. No país vizinho, Panissa usava o nome de José Carlos Vieira, era comerciante e, inclusive, chegou a constituir uma nova família.
Depois de ser preso no Paraguai, o homem foi encaminhado para a Cadeia Pública de Foz do Iguaçu. Com a determinação judicial, ele deve vir transferido para Londrina num prazo de dez dias. A Polícia Penal do Parana informou, em nota, que ainda não foi notificada oficialmente pela Vara de Execuções Penais para a transferência de Panissa. O órgão garantiu que não vai precisar de apoio da Polícia Federal para o transporte do preso, uma vez que conta com uma "equipe especializada em escoltas", do Setor de Operações Táticas. A data e o horário para a transferência não serão divulgados por "questões de segurança".
A CBN tentou contato com o advogado de Panissa nesta sexta-feira (24), mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
A prisão dele coloca um ponto final num dos crimes mais chocantes da história de Londrina. Panissa tinha 23 anos na época do homicídio. Ele deu 72 facadas na ex-esposa, Fernanda Estruziani, de 21 anos, com quem tinha uma filha pequena. O crime aconteceu no apartamento onde a vítima morava, no centro da cidade. O homem ficou com ciúmes depois de encontrar Fernanda com o namorado. Ele usou uma cópia da chave para invadir o imóvel. A mulher foi atacada na cama, enquanto se preparava para dormir.
Na época, Panissa ficou foragido por dois meses antes de se apresentar a confessar o crime. Ele passou por dois júris em liberdade, mas desapareceu antes que o terceiro julgamento acontecesse, em 1995. Dede então, era procurado pela polícia.