Londrina estuda plano para controlar superpopulação de pombas na área central
Projeto da Secretaria do Ambiente em parceria com a UEL pretende mapear a quantidade de aves e implementar armadilhas para reduzir impactos na saúde pública e no patrimônio urbano
A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal do Ambiente (SEMA), deu início a um projeto estratégico para enfrentar o aumento descontrolado da pomba-avoante (Zenaida auriculata) na região central da cidade.
A iniciativa surge após o diagnóstico de que as medidas de repelência adotadas anteriormente não foram suficientes para conter o crescimento populacional dessas aves, que hoje representam um desafio para a conservação de prédios históricos e para a saúde da população devido ao risco de doenças e à acidez das fezes.
O projeto, ao qual a reportagem da Rádio CBN Londrina teve acesso, será executado pela Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (FAUEL) em parceria com laboratórios especializados da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O trabalho está dividido em etapas fundamentais que começam com um levantamento científico rigoroso. Durante os primeiros quatro meses, pesquisadores e bolsistas realizarão contagens semanais em pontos estratégicos, como o Bosque Central, a Praça da Bandeira e a Praça Ouro Verde, para identificar os principais dormitórios e o comportamento dos animais.
As observações serão por meio de transecções, durante a atividade o observador caminhará em ritmo constante, registrando todas as detecções de pombas durante o trajeto de aproximadamente 100 metros. Esse diagnóstico servirá de base para a fase seguinte, que prevê a instalação de até 25 armadilhas e caixas de contenção em locais de grande circulação, além de contar com o apoio de cooperativas agrícolas da região para aumentar a eficiência das ações.
De acordo com o plano administrativo, as medidas de controle devem durar cerca de um ano, incluindo o monitoramento constante e o abate humanizado das aves capturadas, processo que será realizado por empresas autorizadas pelos órgãos ambientais federais.
O investimento total para a execução do projeto é de aproximadamente R$ 68,5 mil, provenientes do Fundo Municipal do Meio Ambiente. A expectativa da administração municipal é que, com dados técnicos precisos em mãos, seja possível criar uma estratégia permanente de manejo que equilibre a preservação do ecossistema local com o bem-estar dos moradores de Londrina.