QUINTA, 01/10/2026, 11:20

Londrina pode receber "Selo Ouro" por trabalho contra transmissão da hepatite B

Município pleiteou certificação junto ao Ministério da Saúde citando o acompanhamento realizado nos postos de saúde para evitar que mulheres grávidas passem o vírus para os filhos durante a gestação ou parto

A Secretaria de Saúde de Londrina começou a pleitear, junto ao Ministério da Saúde, a certificação "Selo Ouro" pelo trabalho que tem sido realizado, na rede municipal, para evitar a transmissão da hepatite B. Entre 2023 e 2024, nenhum caso de transmissão vertical do vírus, ou seja, de mãe para filho durante a gestação ou parto, foi registrado na cidade. Na tarde dessa quarta-feira (30), equipes da autarquia se reuniram com representantes do ministério, em um encontro online, para discutir os próximos passos para a obtenção do selo.

A avaliação considera uma série de indicadores, além da organização da rede no atendimento das pacientes em relação ao pré-natal. Em 2024, a cobertura chegou a 95,84%, superando a meta de 95%. No mesmo ano, 88,42% das gestantes fizeram pelo menos um teste para hepatite B. Outro indicador de destaque foi a cobertura da vacina contra a doença ao nascer, em crianças com até 30 dias de vida, que alcançou 154,94%, conforme os dados apresentados pela secretaria. A cobertura da terceira dose da vacina pentavalente em menores de um ano ficou em 90,56%, também acima da meta de 90%.

Obter a certificação, de acordo com a diretora de Vigilância em Saúde do município, Fernanda Fabrin, vai servir para comprovar que o trabalho realizado no município é de excelência e, principalmente, tem gerado resultados satisfatórios.

A cidade já conta com o chamado "Selo Ouro" pelo trabalho realizado para evitar a transmissão vertical do HIV. Em relação à hepatite B, a expectativa é de que o resultado saia até dezembro, conforme destacou a diretora.

A estrutura da rede municipal também foi apresentada durante a avaliação. Londrina conta com 54 postos de saúde, além de prontos atendimentos que funcionam 16 e 24 horas por dia, como as UPAs Sabará e Mater Dei e o PAI, que atende crianças. A Maternidade Municipal, por sua vez, possui 37 leitos e realiza, em média, 300 partos por mês.

Por Guilherme Batista

Comentários