SEXTA, 03/04/2026, 14:39

Londrina registra queda de 69% nos casos de dengue em relação ao ano anterior

Boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde aponta cenário favorável com ausência de óbitos e redução expressiva nas confirmações da doença

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina divulgou, nesta semana, um novo balanço epidemiológico que consolida uma tendência de melhora no enfrentamento das arboviroses no município. De acordo com os dados oficiais, a cidade contabiliza, desde o início de 2026, 4.806 notificações de dengue, das quais 453 foram confirmadas e 3.564 já foram descartadas após análise laboratorial. Atualmente, 789 registros permanecem em fase de investigação. O levantamento também monitora a situação da chikungunya, que apresenta sete notificações, com quatro casos sob análise e três devidamente descartados.

O cenário atual revela um avanço significativo quando comparado ao mesmo período de 2025. No ano passado, Londrina enfrentava um quadro muito mais crítico, com 1.470 casos positivos da doença, o que representa uma redução real de 69,2% no volume de infectados este ano. Outro dado que reforça o balanço positivo é a queda na letalidade, uma vez que o número de óbitos recuou de três registros em 2025 para zero no intervalo atual, indicando maior controle sobre o agravamento dos quadros clínicos na rede assistencial.

Entre as principais frentes de trabalho adotadas pela prefeitura está o uso de georreferenciamento, tecnologia que permite mapear áreas de risco com precisão e otimizar o deslocamento das equipes de campo para os locais de maior vulnerabilidade.

Além do monitoramento contínuo e da integração entre diferentes setores da administração municipal, a Secretaria Municipal de Saúde ressalta que a eficácia no controle da doença depende diretamente da colaboração da comunidade. O incentivo à participação popular na eliminação de criadouros domésticos continua sendo um pilar fundamental para manter a curva de contágio em declínio e evitar o surgimento de novos focos do mosquito Aedes aegypti nas diversas regiões da cidade.

Por João Gabriel Rodrigues

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