SEGUNDA, 24/01/2022, 18:15

Mais de 90% das famílias paranaenses tem alguma dívida, revela pesquisa da Fecomércio

Aumento da inflação e retomada do consumo estão entre fatores que influenciaram resultado. Índice de inadimplentes também apresentou crescimento no novo relatório.

De acordo com o novo levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), o número de paranaenses que se endividaram em 2021 aumentou quando comparado ao ano anterior. Em 2020 eram 89,6% das pessoas com algum compromisso financeiro. Agora este indicador subiu para 90,4%. Número semelhante ao do período pré-pandemia.

O indicador no estado apresentou um patamar bem acima da média nacional, que fechou o último ano com 76,3% das famílias com dívidas. É o maior nível registrado ao longo dos 11 anos em que é feita a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

No Paraná, a população com renda acima de dez salários-mínimos foi a maior responsável pela elevação na taxa. 97% deste grupo registrou alguma pendência em dezembro de 2021. No entanto, entre os paranaenses que ganham até este patamar, o percentual vem aumentando consecutivamente desde outubro do ano passado e chegou a 92,3%, no último mês.

Para Rodrigo Schmidt, coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio, este crescimento no índice está relacionado ao avanço da inflação, ao longo dos últimos anos, mas também a uma retomada do consumo, por parte das famílias ganhos mais altos.

O levantamento aponta que quase 72% das dívidas dos paranaenses são por meio do cartão de crédito. Em seguida, vem o financiamento de veículos, com 12,2% dos compromissos firmados. O financiamento imobiliário também registrou um percentual significativo, com 9,3%. Schmidt destaca que, além destas pendências, o início do ano também traz outras despesas já comuns para o período.

A pesquisa, realizada em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra ainda um aumento no volume de inadimplentes no estado, que chegou a 19,3%. O percentual de famílias que não terão como pagar as dívidas em atraso também cresceu, após seis meses em queda, e ficou em 6,3%.

Por Victor Assis

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