QUINTA, 22/10/2026, 12:35

Mais mosquitos do método Wolbachia, de combate à dengue, começam a ser soltos em Londrina

47 bairros da cidade, além de localidades de Cambé, serão atendidos ao longo das próximas semanas. Projeto, realizado em parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde, existe no município desde 2024 e é ferramenta importante para conter casos da doença

A Secretaria Municipal de Saúde lançou, nesta quinta-feira (22), mais uma fase do método Wolbachia, de combate à dengue, em Londrina. Os chamados wolbitos, mosquitos Aedes aegypti que têm a bactéria Wolbachia e, por isso, não transmitem a dengue, a chikungunya e o zika vírus, começaram a ser soltos em 47 bairros de Londrina e também em localidades de Cambé. A iniciativa, promovida em parceria com a Fundação Fiocruz e o Ministério da Saúde, existe na cidade desde 2024 e é considerada uma ferramenta importante para conter os casos das doenças transmitidas pelo Aedes.

Os wolbitos, soltos no ambiente, acasalam com mosquitos sem a bactéria, e os insetos, frutos dessa reprodução, nascem com a Wolbachia, aumentando assim a rede de bloqueio de transmissão das doenças.

A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, disse que, a partir dessa etapa do projeto, praticamente toda a cidade estará contemplada com o método. Os mosquitos, administrados pela empresa Wolbito do Brasil, serão soltos ao longo das próximas 29 semanas. Ela disse que a iniciativa, aliada ao trabalho in loco realizado pelas equipes de Endemias, ajudaram a cidade a manter os números da dengue sob controle em 2026. O desafio é continuar com o bom resultado no próximo ano, principalmente em razão do fenômeno El Niño, que trará volumes de chuva expressivos para a região durante todo o verão.

O secretário estadual de Saúde, Cesar Neves, presente na solenidade, disse que o estado se tornou referência nacional na utilização dos wolbitos para o combate à dengue.

Diogo de Melo Chalegre, assessor da Fiocruz, disse que o método está presente em seis municípios do estado, onde mais de 1 milhão de pessoas são contempladas. Ele lembrou que a iniciativa é complementar às práticas que a população precisa continuar adotando para acabar com os focos do mosquito da dengue.

Por Guilherme Batista

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