QUARTA, 24/06/2026, 11:21

Megaoperação cumpre mandados em Londrina contra quadrilha do PCC que distribuía drogas para diversos estados brasileiros

Mais de 200 policiais foram às ruas com o objetivo de desarticular organização criminosa que atuava na produção, na compra e no transporte de entorpecente. Sessenta e uma ordens judiciais foram cumpridas

A Polícia Civil realizou uma megaoperação nesta quarta-feira (24) contra uma quadrilha do PCC que atuava no Paraná com o objetivo de distribuir drogas para diversas partes do país. Os trabalhos, realizados em parceria com a Polícia Militar (PM) e a Polícia Penal, contaram com a participação de mais de 200 agentes que cumpriram 61 ordens judiciais em 17 cidades de quatro estados diferentes: Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Foram cumpridos 32 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados, acusados de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

No Paraná, as equipes agiram em Londrina, Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José e Pato Bragado. A organização criminosa começou a ser investigada há três anos, depois da apreensão de mais de uma tonelada de drogas em uma transportadora em Maringá. O delegado Leandro Munin, responsável pelos trabalhos, explicou que, a partir dessa ação, foi possível identificar os primeiros integrantes da quadrilha.

Com a continuidade das investigações, segundo o delegado, a polícia conseguiu verificar a existência de uma organização criminosa complexa, que atuava na produção, no transporte, no armazenamento e na distribuição da droga para diversas regiões do país. De acordo com Munin, a quadrilha mantinha integrantes no Mato Grosso do Sul, onde o entorpecente era produzido, e também contava com criminosos que preparavam os veículos usados no transporte da carga ilegal. Os criminosos também se utilizavam de embarcações para trazer a droga para o estado por meio do Rio Paraná.

Por fim, segundo o delegado, a quadrilha contava com um núcleo financeiro, composto por diversas contas bancárias frias, abertas em nome de "laranjas", para fazer a lavagem do dinheiro obtido com a atividade criminosa.

Por Guilherme Batista

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