QUARTA, 22/04/2026, 16:06

Minha Casa, Minha Vida fica mais barato e acessível a partir desta quarta (22)

Com novos limites de renda e imóveis de até R$ 600 mil, mudanças nas regras permitem que milhares de famílias paguem juros menores no financiamento

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começam a aplicar, nesta quarta-feira (22), as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que tornam o sonho da casa própria mais fácil para milhares de brasileiros. As mudanças, aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, aumentaram os limites de renda das famílias e o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados, permitindo o acesso a moradias maiores ou melhores localizadas com taxas de juros abaixo das praticadas pelo mercado tradicional.

O principal benefício para as famílias é a redução no custo das prestações. Como os juros do programa sobem de acordo com o ganho mensal, a atualização das faixas permitiu que muita gente "migrasse" para grupos com taxas menores.

Na prática, uma família que ganha R$ 4,9 mil mensais, por exemplo, deixa de ser considerada da faixa 3 e passa para a faixa 2, fazendo com que os juros anuais caiam de 7,66% para 6,5%. O governo federal estima que pelo menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas diretamente por esse reenquadramento, garantindo um alívio importante no orçamento.

Além do corte nos juros, o programa agora atende uma parcela maior da classe média, elevando o teto da renda familiar de R$ 12 mil para até R$ 13 mil mensais. O valor dos imóveis também foi reajustado em todas as categorias. Nas faixas mais altas, o limite de preço das unidades subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil e, no teto máximo do programa, de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Com essas atualizações, o Minha Casa, Minha Vida busca se adaptar aos preços atuais do mercado imobiliário e facilitar a compra de residências com melhor infraestrutura.

Por João Gabriel Rodrigues

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