SEGUNDA, 28/01/2019, 19:10

Moradora da área central tem filha com paralisia cerebral infectada com o vírus da dengue e reclama da falta de atenção da prefeitura com denuncias de focos do mosquito transmissor da doença

Setor de endemias afirma que casos são atendidos depois de uma semana da solicitação.

O setor de endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina é responsável pela verificação in loco de casos de focos do mosquito transmissor da dengue.

Uma ouvinte da rádio CBN Londrina relatou que fez denúncias de focos do mosquito em seu prédio e em um terreno ao lado, mas nada foi feito.

De acordo com Michele Berbert Santos, a filha com paralisia cerebral foi picada pelo mosquito e contraiu o vírus da dengue.

Uma denuncia foi feita ao setor de endemias, sobre focos do mosquito no próprio prédio onde Michele reside, e no terreno ao lado que tem evidências de criadouros do mosquito, mas nada foi feito e recebeu informações que o terreno vazio só seria isolado.

Os agentes são responsáveis pela elaboração do LIRAa – Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, pela vistoria em moradias e empresas, além de praças, fundos de vale e terrenos baldios.

Mas de acordo com a diretora de vigilância em saúde, Sônia Fernandes, no caso da denuncia em si o atendimento é feito uma semana depois do solicitado.

Sônia ressalta que o disque dengue tem recebido denuncias de pessoas reclamando de terrenos baldios com mato alto e que podem ter casos de focos da dengue, mas essas denúncias devem ser feitas para a CMTU e que se houver a confirmação de que há focos do mosquito os agentes vão até o local fazer a retirada, mas não será possível fazer a limpeza dos terrenos já que esse não é o papel dos agentes.

Sônia ressalta que é preciso sim que a população ajude na fiscalização e denuncias de focos do mosquito. Mas os trabalhos dos agentes de endemias consistem em conscientizar a população, notificar quem insiste em manter focos do mosquito e vistoriar com a retirada, se possível, dos criadouros.

A CMTU informou que os terrenos particulares já começaram a receber roçagem pelo município e que os mesmos serão multados.

Londrina hoje contra com três casos confirmados da doença, mas só em dezembro mais de 40 casos foram confirmados. Ou seja, a cidade passa por uma situação crítica. A região que mais preocupa hoje é a norte da cidade, que recebe ações de combate à proliferação do Aedes aegypti.

O telefone do disque dengue é o 0800 400 1893.

O telefone para terrenos com mato alto é o 3379-7900.           

Por Bruno Carraro

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