SEGUNDA, 31/08/2026, 07:04

Moradores reclamam de más condições das estradas rurais na região da Usina Três Bocas

Com cerca de 10 km, Estrada Shalon é apontada como principal problema quando chove, com atolamentos e dificuldades no transporte tanto individual como no coletivo. Secretaria de Agricultura afirma que serviços já estão em execução

Moradores da região da Usina Três Bocas, na zona rural de Londrina, reclamam das condições das estradas que dão acesso às comunidades. O problema, segundo a Associação de Moradores, é antigo e se agrava principalmente em períodos de chuva, quando a lama dificulta a passagem de veículos e aumenta o risco de atolamentos.

De acordo com Juliana Medeiros, vice-presidente da associação de moradores, a principal queixa está concentrada na Estrada Shalon, que liga a Usina Três Bocas às regiões do Limoeiro e da Fazenda da Nata. O trecho tem aproximadamente 9 a 10 quilômetros de estrada de chão e é utilizado diariamente por moradores, trabalhadores, transporte escolar e ônibus do transporte coletivo.

Além dos problemas para o transporte, os moradores relatam prejuízos com veículos, pouca sinalização e dificuldades para chegar ao trabalho em boas condições. Quando chove, a lama toma conta da estrada; nos períodos secos, a poeira também se torna um problema.

Para Juliana, os reparos emergenciais já não são suficientes. Ela defende a elaboração de um projeto definitivo para a estrada, com uma estrutura capaz de suportar o movimento da região. Segundo ela, materiais utilizados em manutenções anteriores não resolvem o problema por muito tempo.

A moradora afirma ainda que, até o momento, a prefeitura não apresentou à comunidade uma previsão de curto ou médio prazo para uma solução definitiva. A associação também busca apoio de deputados federais para viabilizar recursos destinados à recuperação da estrada.

A equipe de reportagem procurou o secretário de Agricultura, Jamil Janene, que afirmou que os serviços estão sendo realizados na região principalmente na Estrada Shalon. Ele ainda garante que os maquinários tem trabalhado na região para solucionar os problemas apontados e devem ficar na região por pelo menos mais 15 dias.

Por Paulo Andrade

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