Novo teste para prevenir câncer de colo do útero começa a ser implantado em Londrina
Exame DNA-HPV identifica tipos do vírus associados à doença antes do surgimento de lesões. Tecnologia será ampliada gradualmente para as 54 UBSs do município
Londrina começou a implantar uma nova tecnologia para o rastreamento do câncer de colo do útero na rede pública de saúde. O teste molecular DNA-HPV detecta a presença do papilomavírus humano (HPV), incluindo os subtipos de alto risco, antes mesmo do aparecimento de lesões que podem evoluir para a doença. O método foi utilizado pela primeira vez no mutirão de saúde realizado no sábado (24).
De acordo com a coordenadora do Ciclo de Saúde da Mulher em Londrina, Priscila Colmiran, a principal diferença em relação ao Papanicolau está na análise do material coletado. O procedimento para a paciente é semelhante, mas, em vez de encaminhar a amostra em uma lâmina, como ocorre no exame tradicional, o material é colocado em um meio líquido e submetido à análise molecular, que identifica o vírus e seus genótipos.
Outra vantagem é o intervalo entre os exames. Quando o resultado do DNA-HPV é negativo, o rastreamento pode ser repetido em cinco anos, em vez dos três anos previstos após dois resultados negativos consecutivos do Papanicolau. Caso o vírus seja identificado, a paciente recebe orientação para acompanhamento conforme o tipo detectado e a avaliação clínica.
A implantação será gradual. Neste primeiro momento, Londrina recebeu um lote de testes encaminhado pelo Estado, destinado a cinco unidades de saúde: Vivi Xavier, Marabá, Centro, Piza e Santiago. As demais UBSs continuam realizando o Papanicolau tradicional enquanto o município recebe novos kits e capacita os profissionais. A previsão é que todas as unidades passem a oferecer a nova metodologia até 2027.
O rastreamento é indicado para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual, mesmo sem sintomas. A detecção precoce permite tratar alterações antes que evoluam para câncer.