Piloto de Rolândia é uma das vítimas da queda de um avião no interior de São Paulo
Henrique Guariente Filho, 47 anos, deixa esposa e uma filha de dois anos. Velório será em Marília, nesta quinta-feira (11)
Uma das vítimas da queda de um avião de pequeno porte em Marília (SP), na manhã de quarta-feira (10), é o piloto rolandense Henrique Guariente Filho, de 47 anos, ou Riquinho, como era popularmente chamado na vizinha cidade de Rolândia.
Henrique havia se mudado para Marília há alguns anos para acompanhar a esposa. Na cidade do interior paulista, começou a estudar para ser piloto, sonho de infância, e atuava em voos particulares. Nas redes sociais ele se descrevia como “sonhador, guerreiro, louco por aviões, apaixonado pela esposa e temente a Deus”.
Julio Guariente, tio do piloto, afirmou que, neste momento, a família está arrasada. Ele ainda relatou à reportagem da rádio CBN Londrina que todos estão perdidos e que, como só viam isso acontecer com os outros, nunca esperaram que pudesse acontecer com eles.
Henrique deixa a esposa e uma filhinha de dois anos de idade. O velório será nesta quinta-feira, às 10h30, no Velório da Saudade, em Marília (SP). O sepultamento está marcado para sexta-feira (12), às 10h, no Cemitério Parque das Orquídeas, também na cidade do interior paulista.
Além de Henrique, também morreu no acidente Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, que era quem pilotava a aeronave no momento do acidente fatal. Um terceiro ocupante sobreviveu à queda e segue internado em estado grave.
Segundo a Defesa Civil de Marília e a concessionária Rede Voa, responsável pela administração do aeroporto da cidade, a aeronave decolou por volta das 11h13 e, cerca de 30 minutos depois, tentava retornar ao mesmo aeródromo quando caiu.
O avião atingiu um campo da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizado ao lado da pista do aeroporto, a aproximadamente um quilômetro do terminal. Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater o incêndio provocado pela queda e realizar o resgate das vítimas. Os corpos de Gabriel Maloni e Henrique Guariente foram encontrados carbonizados.
O avião pertence ao Grupo Ponzan Alimentos, indústria especializada na fabricação de temperos, molhos, farináceos e conservas. A aeronave, um bimotor Beech Aircraft 58, prefixo PT-MDB, fabricado em 1985, estava com a situação de aeronavegabilidade considerada regular.
As causas do acidente ainda são desconhecidas e serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).