SEGUNDA, 28/10/2019, 06:30

Polícia começa ouvir testemunhas de morte de paciente da Clínica Psiquiátrica de Londrina

Há suspeita de erro médico ou possíveis maus tratos.

A Polícia Civil abriu inquérito e deve começar a ouvir nessa semana familiares, médicos e testemunhas da morte de uma paciente da Clínica Psiquiátrica de Londrina.

A mulher de 36 anos, ficou internada na clínica por 11 dias, precisou ser encaminhada para o HU onde morreu.

A clínica é investigada pelo Gaeco por fraudes no Sistema Único de Saúde e é acusada por maus tratos aos pacientes.

De acordo com o delegado, Paulo Henrique da Costa, a família registrou o Boletim de Ocorrência e suspeita de erro médico e até de possíveis maus tratos à mulher que deixou uma filha.

Em nota a Clínica Psiquiátrica de Londrina - CPL esclarece que: “prestou o atendimento médico necessário e adequado à paciente Tatiliane Brizola Guimarães durante todo o período de sua internação. Na noite do dia 10 de outubro a paciente passou mal, sendo atendida prontamente pela médica clínica da instituição que adotou todas as medidas clínicas de suporte de vida, acionando imediatamente o SAMU para leva-la ao Hospital Universitário - HU. Na sequência à  internação no hospital a equipe de assistência social da Clínica entrou em contato com o pai da paciente explicando a situação e solicitando que comparecesse ao HU.

Informamos que durante o período de internação Tatiliane Guimarães passou por avaliações psiquiátricas e clínicas, além de serem realizados exames laboratoriais e exames cardíacos. Antes do dia 10 os exames não apresentaram nenhuma alteração.

Durante a permanência da paciente no HU, um profissional da equipe da CPL esteve presente, promovendo o acolhimento dos familiares. No sábado, dia 12 de outubro, a convite da CPL, os pais de Tatiliane Guimarães estiveram na Clínica onde foram recebidos pela equipe médica e puderam sanar suas dúvidas.

A CPL compartilha o sofrimento da família e permanece à disposição para ajudar com todos os esclarecimentos necessários.”

Por Bruno Carraro

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