QUARTA, 06/05/2026, 16:26

Prefeitura avalia fim da faixa exclusiva de ônibus na Avenida Duque de Caxias

Comerciantes alegam queda no número de coletivos e pedem liberação para carros; CMTU realiza estudos técnicos para decidir sobre mudança

A Prefeitura de Londrina, por meio da CMTU, começou a analisar a possibilidade de extinguir a faixa exclusiva para ônibus na Avenida Duque de Caxias, um sistema que funciona há mais de 15 anos. A iniciativa partiu de um grupo de lojistas da região, que argumenta que a restrição atual prejudica o movimento comercial e trava o trânsito de veículos leves. Segundo os empresários, o volume de ônibus que passa pela via diminuiu drasticamente ao longo dos anos, não justificando mais a reserva de espaço, especialmente nos horários de pico.

Atualmente, a faixa é de uso restrito para o transporte coletivo em dois períodos: das 6h às 9h e das 16h às 19h, de segunda a sexta-feira. No restante do dia, a circulação é livre para todos. No entanto, Luiz Carlos Euzébio, diretor da ACIL e representante dos comerciantes da avenida, explica que a sinalização atual confunde os motoristas. Muitos condutores, por medo de multas, evitam utilizar a faixa mesmo nos horários permitidos, o que acaba sobrecarregando a pista central e criando lentidão desnecessária.

Para os lojistas, a retirada da exclusividade facilitaria o acesso dos clientes aos estabelecimentos e melhoraria a logística de carga e descarga. Euzébio afirma que o projeto original do "Superbus" não se concretizou na via e que os ônibus foram redistribuídos para outras rotas, deixando a faixa subutilizada. Em reunião com a presidência da CMTU, o setor pediu a retirada das placas de sinalização e aguarda um posicionamento oficial, com a expectativa de que uma solução seja apresentada em até 30 dias.

A proposta, contudo, divide opiniões. Passageiros que dependem do transporte público diariamente temem que o fim da faixa exclusiva aumente o tempo de viagem. Para esse grupo, o transporte coletivo deve ter prioridade por transportar um volume muito maior de pessoas do que os carros particulares. O receio é que os ônibus fiquem presos nos mesmos congestionamentos dos demais veículos, prejudicando o cumprimento de horários e a agilidade do serviço.

Em nota oficial, a CMTU confirmou que já recebeu a demanda dos comerciantes e que suas diretorias de Trânsito e Transporte estão realizando estudos técnicos de viabilidade. A companhia aguarda a formalização completa do pedido para concluir a análise, que levará em conta tanto o fluxo de veículos quanto o impacto para os usuários do transporte público antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre a alteração na Avenida Duque de Caxias.

Por João Gabriel Rodrigues

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