Prejuízo financeiro e alta do diesel fizeram Viação Garcia decidir por encerramento de linhas entre Londrina, Sertanópolis e Bela Vista do Paraíso
Empresa garante que está aberta a alternativas para a manutenção do serviço. Prefeituras estudam possibilidade de subsidiar as operações para evitar prejuízo à população.
A Viação Garcia se pronunciou sobre a decisão tomada para a descontinuidade de linhas de ônibus na região norte do estado. O pedido já foi protocolado junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). A princípio, o serviço entre Londrina, Sertanópolis e Bela Vista do Paraíso será prestado até o final deste mês. Ou seja, as operações se encerram no dia 1º de maio.
Em entrevista à CBN neste sábado (18), o gerente de Operações da Viação Garcia, Cesar Amorim, explicou que a empresa decidiu pela descontinuidade das linhas depois de operar "no vermelho" por seis meses. Além do prejuízo financeiro, a alta no preço do óleo diesel, que encareceu ainda mais as operações, contribuiu para a decisão.
Amorim garantiu que a decisão foi tomada depois de uma análise criteriosa por parte da empresa.
A descontinuidade das linhas foi tema de uma reunião na Amepar, Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, na sexta-feira (17). O encerramento do serviço significaria prejuízo a inúmeros moradores que se utilizam das linhas diariamente. O prefeito de Bela Vista do Paraíso, Fabrício Pastore, reconheceu que o número de passageiros tem caído ano após ano. Apesar disso, ele disse que muita gente ainda usa o transporte, principalmente o pessoal da terceira idade, que tem direito à gratuidade. Uma alternativa para a continuidade das operações, segundo o prefeito, seria um subsídio do Governo do Estado.
A possibilidade do subsídio também foi defendida pela prefeita de Sertanópolis, Ana Ruth Secco.
O gerente da Viação Garcia garantiu que a empresa está aberta ao diálogo.
Ao todo, 18 linhas da Viação Garcia deverão ser descontinuadas até o final deste mês em todo o estado. O DER já abriu chamamento público para que outras empresas assumam as operações.