SEGUNDA, 27/06/2022, 18:12

Preso pela Polícia Federal usava o Wi-Fi do vizinho para acessar pornografia infantil em Cambé

Homem armazenava vasto material no computador. Essa foi a 12ª ação da PF no combate ao compartilhamento de material erótico envolvendo crianças e adolescentes na região de Londrina desde o início do ano.

O delegado da Polícia Federal em Londrina, Kandy Takahashi, detalhou, em entrevista à CBN nesta segunda-feira (27), o trabalho das equipes no âmbito da Operação Dark Tag 2, que, pela manhã, prendeu um homem acusado de pornografia infantil na região. Segundo ele, o marceneiro, de 43 anos, usava o Wi-Fi do vizinho para acessar o material ilegal na rede. Tanto é que as equipes foram cumprir o mandado de busca na casa ao lado da do suspeito, uma vez que o rastreamento é feito levando em conta os dados do provedor de internet. Abordado pelos policiais, o vizinho contou que o sinal era compartilhado, o que levou as equipes à residência "correta". Na casa, localizada no jardim São Francisco, em Cambé, os policiais conseguiram localizar vasto material de pornografia infantil armazenado no computador do homem, que foi preso em flagrante. O acusado não teve dinheiro para pagar a fiança de R$ 5 mil arbitrada pela Justiça e, por isso, continua detido.

Desde o início deste ano, a Polícia Federal realizou 12 ações de combate ao compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes em Londrina e região. No início do mês, um técnico químico de 44 anos, natural do Mato Grosso do Sul, foi preso na zona oeste da cidade também por armazenar fotos e vídeos com conteúdo erótico infantil. Em abril, foram três prisões em Londrina, Rolândia e Arapongas.

O delegado da PF afirmou que, infelizmente, os casos se tornaram recorrentes na região e que, por isso, foi preciso criar um grupo de investigação permanente para apurar as situações e prender os suspeitos.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, comprar, possuir ou armazenar fotografias, vídeos ou qualquer tipo de registro de pornografia infantil são crimes punidos com pena de prisão, que varia de 1 a 4 anos, e multa. Já a oferta, troca, distribuição, publicação ou divulgação, por qualquer meio, desses arquivos são punidos com reclusão de 3 a 6 anos, além da multa.

Por Guilherme Batista

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