QUINTA, 01/02/2018, 18:42

Relatório do Fundo de Urbanização de Londrina prevê novo mapeamento da coleta de lixo na cidade

CMTU prevê ainda reembolsos para grandes geradores que pagam no IPTU o valor da coleta.

Nossa reportagem teve acesso aos gastos, investimentos da coleta de lixo em Londrina. Os dados foram disponibilizados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização – CMTU, junto recebemos a licitação para manutenção da Central de Tratamento de Resíduos – CTR efetivada em contrato com a Construrban.

Solicitamos entrevista com representante do órgão, mas a assessoria de imprensa nos informou que as questões seriam respondidas somente por email.

Entre os questionamentos apresentados por nossa reportagem, após analise dos dados estava: que pela planilha a previsão de custos e investimentos para esse ano é de pouco mais de R$ 50 milhões, valor bem maior que os dois últimos anos. A pergunta foi se basicamente a diferença está na aquisição de máquinas e equipamentos, construção e reestruturação de PEVs, além de fiscalização do descarte irregular e se é um ganho para a cidade.

Em resposta a CMTU diz que: “foi formada uma equipe técnica liderada pelo assessor de assuntos estratégicos Luiz Figueira, que já vem realizando estudos sobre todo o complexo lixo do município, prevendo a implantação de novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), Ponto de Transbordo, Usina de Logística Reversa, possibilidade de montar um incinerador para atender toda a região, possibilidade de montar um consórcio para atender a região metropolitana, visando reduzir custos”.

Observamos nos relatórios que os valores relativos a compactação e manutenção da CTR e construção de valas, tiveram redução significativa em relação aos dois anos anteriores, e questionamos a que se deve essa redução.

A CMTU respondeu “Foi uma conquista muito bem detalhada e em função da licitação que realizamos conforme já divulgado, conseguimos reduzir R$ 192.968,31 por mês, representando R$ 2.315.619,79 em 12 meses”.

Nossa reportagem questionou ainda sobre o aumento dos dias em que o caminhão passa em algumas regiões, se pode haver revisão disso, já que alguns bairros dizem que não há necessidade (Gleba Palhano e outros).

De acordo com a CMTU, durante o exercício de 2018 o órgão estará elaborando um novo mapeamento da cidade, visando corrigir eventuais erros ocorridos e informará a Secretaria Municipal de Fazenda as alterações que se fizerem necessárias, para alteração dos dados junto ao Sistema Tributário Municipal, para o exercício de 2019.

Outro questionamento foi sobre essas distorções, dos grandes geradores que receberam cobranças indevidas da Fazenda e outros casos, como serão resolvidas.

A CMTU esclareceu que, os grandes geradores que receberam cobrança serão reembolsados, devendo procurar a Secretaria de Fazenda; os domicílios que são atendidos com 3 coletas por semana e receberam cobrança por 6, também devem procurar a Secretaria e requerer a devolução da diferença.

E por fim questionamos sobre o novo mapeamento da cidade (a ser feito agora em 2018) vai tornar o sistema de coleta mais eficiente e se vai evitar erros. De acordo com a CMTU os estudos visam melhor atender as demandas da população.

Por Bruno Carraro

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