SEGUNDA, 10/08/2026, 12:27

Reunião vai discutir casos de violência contra trabalhadores da saúde em Londrina

Encontro na Câmara Municipal foi solicitado pelo sindicato da categoria, que está preocupado com a segurança dos funcionários e a falta de transparência de casos registrados em unidades privadas

A Câmara Municipal de Londrina realiza, nesta quarta-feira (12), a partir das 19h, uma reunião pública para discutir os casos de violência registrados contra trabalhadores da saúde na cidade. O encontro foi marcado pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania do Legislativo a pedido do Sinsaúde, que representa a categoria.

O sindicato está preocupado com o aumento no número de casos que expõem a falta de segurança dos funcionários nas unidades. São situações de violência física, verbal e psicológica, sendo que a maioria delas, conforme o Sinsaúde, não chegam ao conhecimento público. O caso mais recente registrado é de março deste ano, quando uma técnica de enfermagem do Pronto Atendimento Infantil (PAI) foi agredida pelo pai de um paciente que esperava por atendimento.

O presidente do Sinsaúde em Londrina, Márcio Pereira Machado, disse que, mais do que discutir os casos, a reunião pública terá o objetivo de criar mecanismos para que os funcionários se sintam mais seguros para relatar os episódios de violência.

O sindicato quer que o poder público crie um comitê municipal para acompanhar os casos e um observatório para receber as denúncias das equipes. O Sinsaúde também pede pela adoção de protocolos de segurança e por mais rigor para a apuração das denúncias, que, segundo a entidade, precisa ser feita em parceria com a polícia e o Ministério Público (MP).

Reuniões semelhantes já foram realizadas em Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. As discussões são propostas pelo sindicato em parceria com o Coren-PR, o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná. O presidente do Sinsaúde espera que a secretaria municipal e a 17ª Regional de Saúde participem, assim como representantes dos hospitais da cidade. Ele disse que quando os episódios de violência acontecem em unidades privadas, dificilmente ganham repercussão. Essa falta de transparência, segundo Machado, também é um dificultador a ser superado.

Por Guilherme Batista

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