SEGUNDA, 20/08/2018, 05:30

Secretaria de agricultura do Paraná encaminha oficio ao Ministério da Agricultura para antecipar o fim da vacinação contra a febre aftosa

Entidades divergem sobre o assunto.

A Secretaria de Agricultura do Paraná encaminhou um oficio ao Ministério da Agricultura para antecipar o fim da vacinação contra a febre aftosa, que deveria acontecer somente em 2021. No documento o órgão solicita a antecipação para maio de 2019, alegando que o estado, por não ser uma zona livre da doença sem vacinação, perde o comércio com diversos países.

Um estudo técnico do ministério realizado em janeiro desse ano destaca que o Paraná reúne condições para suspender a vacinação.

O secretário estadual de agricultura George Hiraiwa, é favorável a antecipação do fim da vacinação, pois segundo ele a carne bovina brasileira poderá acessar novos mercados interacionais, entre eles o Japão.

Por outro lado entidades como a Sociedade Rural do Paraná é contrária à antecipação do fim da imunização do rebanho.

Segundo a vice-presidente da instituição, Roberta Menegel Vilela, isolar o estado pode trazer prejuízos econômicos para a atividade pecuária paranaense. A instituição defende a interrupção da vacinação programada juntamente com o bloco cinco, que envolve o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, onde o Paraná está inserido.

Já a FAEP (Federação de Agricultura do Paraná) se posicionou favorável a antecipação do fim da vacinação contra a doença.

Para o zootecnista da instituição, Guilherme Souza Dias, o estado importa para reposição segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, apenas 0,7% do total do rebanho existente no Paraná, diminuindo drasticamente a possibilidade de se ter novamente a doença em solo paranaense.

O reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação colocará o estado em outro patamar global de fornecedor de proteínas animais, influenciando também na avicultura e na suinocultura.

Em outubro de 2005 o Paraná sofreu com a doença que veio de animais que contraíram a enfermidade no Mato Grosso do Sul. Ao todo a queda na exportação da carne bovina paranaense chegou a 60%.

Por Bruno Carraro

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