QUARTA, 15/09/2021, 18:54

Setor de serviços paranaense cresce quase 7% em sete meses, com destaque para o segmento do turismo

Em Londrina, situação é bem semelhante à do estado, com a recuperação econômica mais expressiva do setor de logística e dos restaurantes.

Um crescimento de quase 7% nos primeiros sete meses do ano na comparação com o mesmo período de 2020. Um resultado positivo, que só foi alcançado porque em julho o volume de serviços no estado cresceu 1,5% em relação a junho e registrou um dos melhores resultados do país, à frente da média nacional, de 1,1%. No comparativo com julho de 2020, durante a primeira onda da pandemia e todos os seus impactos no setor, o avanço passou de 16%.

Nos primeiros sete meses do ano, o crescimento do segmento no estado foi impulsionado, principalmente, pelos segmentos de Transporte, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correio e Serviços para as Famílias.

O economista e consultor da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Marcos Rambalducci, diz que, de forma geral, os resultados do país têm sido melhores que os paranaenses.

Em Londrina, afirma o economista, a situação é bem semelhante à do estado. Rambalducci destaca que nem todo o setor de serviços vem tendo bons resultados, mas diz que a recuperação econômica é bem mais robusta em outros segmentos, como o de logística e o de restaurantes.

O consultor da ACIL afirma ainda que outro segmento que ainda enfrenta dificuldades é o das escolas particulares.

O destaque positivo ficou para o turismo, que também registrou crescimento e com resultados ainda melhores que os do restante do setor. No acumulado do ano, o incremento da atividade chegou a 7,7%. Em julho, o segmento teve uma variação positiva de mais de 63% na comparação com o mesmo período de 2020.

Rambalducci diz que aqui na cidade, apesar do perfil diferenciado do turismo londrinense, os resultados também apontam para uma recuperação gradativa.

De acordo com o IBGE, desde o início da pandemia, os ganhos acumulados do setor de serviços passaram de 42%. Apesar disso, o turismo ainda precisa de quase 33% de crescimento para retornar aos indicadores de fevereiro do ano passado.

Por Marcos Garrido

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