QUINTA, 10/01/2019, 19:25

TCGL e Londrisul aceitam prorrogar contrato com a CMTU por mais seis meses em Londrina

TCGL e Londrisul aceitam prorrogar contrato com a CMTU por mais seis meses em Londrina

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização informou por meio de nota na manhã desta quinta-feira que a Transportes Coletivos Grande Londrina e a Londrisul aceitaram prorrogar por mais seis meses o contrato que possuem com o município. O acordo venceria no próximo dia 19, mas, agora, com o consenso entre as partes, o serviço vai continuar a ser prestado normalmente pelas empresas pelo menos até julho deste ano. Ou seja, não há mais o risco de os usuários ficarem sem ônibus em Londrina ainda este mês.

A CMTU informa que nada muda em relação ao contrato, inclusive a tarifa, que, no último dia primeiro, subiu de R$ 3,95 para R$ 4,25 na cidade.

A companhia precisou prorrogar o vínculo com as atuais empresas para ter mais tempo de planejar e lançar a licitação que pode mudar o sistema de transporte coletivo em Londrina. O processo, que prevê a contratação de novas empresas, chegou a ser formulado e até iria ser lançado no dia 26 do mês passado, mas uma liminar obtida pela TCGL no Tribunal de Contas do Estado suspendeu a realização do certame para a correção de possíveis irregularidades constatadas.

O principal embate estaria na questão financeira. Pelo contrato vigente, a empresa tem garantida uma taxa de capital de 12% ao ano, que é o lucro sobre o investimento. Já a proposta do novo contrato oferece ganho baseado na Selic, taxa básica de juros da economia, medida pelo Banco Central, atualmente 6,75% ao ano. Outro ponto de discordância é a taxa de lucro das empresas, vigente no contrato atual e que encarece a tarifa. No atual contrato a variação prevista fica entre 7,5% e 10%. O novo contrato oferece entre zero e 6%.

A assessoria de imprensa da CMTU informou que ninguém vai gravar entrevista sobre essa prorrogação de contrato com as empresas do transporte coletivo. No início da semana, porém, o presidente da companhia, Marcelo Cortez, conversou com a CBN, e garantiu que o município vai fazer de tudo pra não deixar os usuários sem o serviço e, principalmente, derrubar a liminar judicial pra continuar com o processo de licitação.

A reportagem também procurou a assessoria das empresas de ônibus, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Por Guilherme Batista

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