Turistas do norte do Paraná que estavam retidos em Dubai chegam a Londrina nesta segunda-feira (9)
Grupo formado principalmente por moradores de Londrina e Assaí ficou impedido de viajar após fechamento do espaço aéreo devido à tensão no Oriente Médio
Um grupo de turistas paranaenses deve chegar a Londrina na tarde desta segunda-feira (9), após permanecer por vários dias dentro de um transatlântico em Dubai, devido à escalada de tensão no Oriente Médio provocada por um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Os viajantes ficaram impedidos de deixar o navio desde o sábado (28) e não tinham previsão de retorno ao Brasil. Com o agravamento do conflito, diversos países da região fecharam seus espaços aéreos, incluindo Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos, o que inviabilizou voos comerciais e deixou o grupo sem alternativa imediata de viagem.
O grupo desembarcou no aeroporto de Guarulhos na manhã desta segunda-feira e, na sequência, retorna para Londrina de ônibus, com previsão de chegada à rodoviária da cidade por volta das 17h.
Além dos paranaenses, o navio também transportava brasileiros de outras regiões e turistas de diferentes países, como Itália, Portugal e França.
O grupo é formado principalmente por moradores de Londrina e Assaí, no norte do estado. A viagem começou em 19 de fevereiro e incluiu passagens por cidades como Doha, capital do Catar, e Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
Os turistas chegaram a Dubai na sexta-feira (27) e saíram para conhecer a cidade. No entanto, durante um passeio no sábado (28), receberam a orientação da tripulação para retornar imediatamente ao navio.
Na ocasião, Cristina Strik, guia turística do grupo, relatou nas redes sociais ter ouvido explosões na região portuária e afirmou que uma grande quantidade de fumaça tomou conta da área.
Ela também afirmou que o grupo percebeu um forte cheiro de enxofre após os estrondos. Inicialmente, os turistas permaneceriam em Dubai até a noite de sábado para turismo, antes de retornar a Doha e embarcar para o Brasil no domingo (1º). Com o início do conflito, porém, a viagem foi interrompida e o retorno ficou indefinido por vários dias.