TERCA, 07/07/2026, 10:56

UBSs Ouro Branco e Maria Cecília deixam de atender como polos pediátricos para casos leves de gripe em Londrina

Queda de cerca de 50% nos atendimentos por síndromes respiratórias levou a Secretaria de Saúde a encerrar o reforço temporário implantado durante o período de maior circulação do vírus

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Ouro Branco, na zona sul, e Maria Cecília, na zona norte de Londrina, deixam de funcionar como referências para o atendimento pediátrico de demanda espontânea voltado a crianças com sintomas respiratórios leves.

A medida foi tomada com base no acompanhamento realizado pelo Grupo de Trabalho de Síndrome Gripal, que apontou uma queda aproximada de 50% na procura por atendimentos relacionados a gripes e outros vírus respiratórios nas últimas semanas. Com isso, a rede municipal volta à organização habitual, encerrando o reforço temporário iniciado em 1º de junho.

Durante pouco mais de um mês, as duas UBSs receberam médicos extras em cada turno para atender crianças menores de 12 anos com sintomas respiratórios sem gravidade, ajudando a absorver a alta demanda típica do período de frio e reduzindo a pressão sobre os serviços de urgência.

De acordo com Tatiane do Carmo, diretora de Atenção Primária em Saúde da SMS, apesar da mudança, as unidades continuam realizando normalmente os atendimentos de rotina e também seguem acolhendo pacientes com sintomas gripais dentro do fluxo habitual. O horário de funcionamento permanece de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Para os casos que necessitam de atendimento pediátrico especializado, a rede municipal continua contando com o suporte da UPA Digital, do Hospital Infantil da Santa Casa e do Pronto Atendimento do Hospital Evangélico.

Já nas situações de urgência e emergência envolvendo crianças, os atendimentos seguem concentrados no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e no PA do Jardim Leonor.

A SMS informou ainda que vai continuar monitorando diariamente a circulação de vírus respiratórios no município. Caso haja um novo aumento nos casos, as estratégias adotadas durante o período de maior incidência poderão ser retomadas conforme a necessidade.

De acordo com o último boletim divulgado pela SMS, em 2026 a cidade já registra 26 óbitos relacionados a doenças respiratórias.

Por Paulo Andrade

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