QUINTA, 15/01/2026, 13:43

Aeronave que fazia transporte médico para Arapongas é interceptada pela FAB em Rondônia

Procedimento de policiamento do espaço aéreo ocorreu enquanto paciente era levado para cirurgia cardíaca de alta complexidade no Hospital Norte Paranaense (Honpar)

Uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Rondônia, que realizava o transporte aeromédico de um paciente com destino a Arapongas, foi interceptada por um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) na última terça-feira (13), durante o trajeto iniciado em Porto Velho (RO). A ocorrência integrou as rotinas de controle e vigilância do espaço aéreo brasileiro e não comprometeu a missão de saúde.

O voo tinha como objetivo garantir o deslocamento seguro e ágil de um paciente que necessitava de cirurgia cardíaca de alta complexidade, procedimento que seria realizado Hospital Norte Paranaense (Honpar), em Arapongas. O transporte aeromédico é utilizado justamente em situações que exigem rapidez e estabilidade clínica, reduzindo o tempo de deslocamento em longas distâncias.

A interceptação, embora possa causar apreensão a quem desconhece o protocolo, é considerada padrão e segura. Durante a ação, a aeronave militar se aproximou de forma controlada, estabeleceu comunicação pela frequência de emergência e solicitou informações básicas do voo, como origem, destino, tipo de missão e regularidade da aeronave. Após a verificação, o voo seguiu normalmente.

De acordo com os procedimentos da FAB, todos os voos que circulam pelo espaço aéreo nacional estão sujeitos a medidas de policiamento aéreo, independentemente da finalidade, rota ou altitude. As interceptações fazem parte da chamada Tarefa de Controle Aeroespacial, que visa garantir a soberania, a segurança e a identificação de tráfegos aéreos em território brasileiro.

O procedimento começa com a tentativa de contato por órgãos de controle de tráfego aéreo. Caso a comunicação não seja estabelecida ou haja necessidade de confirmação visual, aeronaves de interceptação são acionadas. Todo o processo é coordenado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

A missão aeromédica prosseguiu sem intercorrências, e o paciente chegou ao destino para dar continuidade ao tratamento.

Por Paulo Andrade

Comentários