QUINTA, 17/09/2026, 12:23

Antes de ser assassinada em academia, em Londrina, jovem enviou áudios a amigo reclamando de visitas constantes de acusado do crime

Thaíssa Marques contou que foi abordada pelo menos cinco vezes por Gabriel Andrade, que teria ido até o local em razão de uma suposta entrevista de emprego. Suspeito segue preso respondendo pelo feminicídio

Thaíssa Marques, a jovem de 21 anos assassinada com mais de 40 facadas em uma academia, em Londrina, no norte do Paraná, enviou áudios para um amigo, dias antes de ser morta, reclamando sobre as visitas contantes de um “menino”. O rapaz citado por ela, segundo as investigações da Polícia Civil, seria Gabriel Andrade, também de 21 anos, preso em flagrante acusado do feminicídio logo após o corpo de Thaíssa ser encontrado no estacionamento da academia, na tarde da última sexta-feira (11).

Nos áudios, Thaíssa conta que o rapaz teria ido até a academia cinco vezes em razão de uma suposta entrevista de emprego. O local ainda não foi inaugurado. A jovem, que trabalhava em uma barraca montada em frente ao estabelecimento vendendo planos, foi a responsável por atendê-lo em todas as oportunidades.

Em um outro áudio, a jovem revela que o acusado pediu para ter acesso aos banheiros da academia e diz que ficou com medo de ir com ele até o local.

A princípio, Thaíssa e Gabriel não se conheciam antes dos primeiros contatos na academia. A defesa do acusado diz que ele tem autismo e não se lembra do ocorrido. O assistente de acusação contratado pela família da vítima afirma que o suspeito premeditou o crime. A Polícia Civil segue investigando a motivação do feminicídio.

Por Guilherme Batista

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