QUINTA, 17/09/2026, 12:19

Polícia Civil prende cinco suspeitos de tentar furtar carga de bebidas de R$ 1 milhão

Grupo teria usado informações de funcionário, invadido e-mail corporativo e criado perfil falso para liberar caminhão de centro de distribuição em Cambé

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu cinco pessoas suspeitas de participar de uma tentativa de furto de uma carga de bebidas avaliada em mais de R$ 1 milhão. A operação foi realizada nesta quinta-feira (17), em Londrina e Curitiba, no Paraná, e em Soledade, no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.

O crime aconteceu em 16 de dezembro de 2025, em um centro de distribuição de uma rede varejista em Cambé, no Norte do Paraná. De acordo com o delegado André Feltes, Delegado da Polícia Civil Titular Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas do Paraná, o grupo teria contado com a participação de um funcionário que conhecia os procedimentos internos e sabia quem deveria autorizar a saída das cargas.

Segundo as investigações, foram apresentadas notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade ao transporte. O caminhão chegou a entrar no processo de carregamento, mas a fraude foi descoberta antes de deixar o centro de distribuição e a carga acabou retida.

Entre os presos está o funcionário que, segundo a polícia, teria planejado a ação e repassado informações aos demais integrantes. Outros três suspeitos teriam ligação com o transporte da carga. O quinto investigado é um empresário do Rio Grande do Sul, apontado como destinatário da mercadoria.

Segundo a PCPR, esse empresário possui uma distribuidora de bebidas e uma transportadora e já tinha registros anteriores por receptação de carga. A polícia também investiga se o grupo pode estar relacionado a outros desvios.

Os investigados devem responder por furto qualificado, fraude, invasão de dispositivo informático e associação criminosa. Uma arma registrada encontrada com um dos investigados foi apreendida para procedimentos administrativos.

O motorista contratado para fazer o transporte não foi preso. Segundo a investigação, ele teria sido contratado apenas para realizar o frete e não tinha conhecimento da fraude.

Por Paulo Andrade

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