Após fechamento de clínica de reabilitação e prisão dos donos, Secretaria de Saúde garante remanejamento de internos
Pacientes eram mantidos em cárcere privado no espaço, segundo o Ministério Público
A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, garantiu, em entrevista coletiva nesta terça-feira (7), que a autarquia acompanha de perto a situação da clínica de reabilitação que foi interditada pelo Ministério Público (MP) por não oferecer condições adequadas aos internos. O espaço, que fica no jardim Lago Parque, na zona sul, passou por uma vistoria na segunda (6).
Os trabalhos, coordenados pela Promotoria de Defesa da Saúde, foram realizados por fiscais da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional Medicina, por servidores da Secretaria do Idoso e com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar (PM). O local onde os pacientes eram mantidos apresentava condições precárias.
Também há denúncias de que os internos eram mantidos trancados nos quartos e impedidos de sair pelos funcionários. O espaço particular abrigava 47 pacientes, entre eles dependes químicos, pessoas com deficiência e idosos.
Cinco pessoas ligadas à clínica foram presas durante a vistoria, entre elas a esposa do dono, que não estava no local. Elas devem responder criminalmente por cárcere privado e tortura. Parte dos pacientes voltou para a casa de parentes, mas alguns continuam na clínica. A secretária de Saúde garantiu que o município vai fazer o remanejamento deles para outros abrigos.