Operação da PF mira mercado ilegal de remédios para emagrecimento e cumpre mandados em Londrina e Arapongas
Ação de âmbito nacional apura importação clandestina, falsificação e comércio irregular de substâncias como semaglutida e tirzepatida
A Polícia Federal, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen, uma operação de alcance nacional contra a cadeia ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento.
Em Londrina e Arapongas, a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Três deles foram executados em Londrina e dois em Arapongas.
Ao todo, a operação mobiliza agentes em diversos estados do país, com o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e a realização de 24 ações de fiscalização. Além do Paraná, a operação ocorre simultaneamente nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso,Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
De acordo com o levantamento da equipe de reportagem, em Arapongas os dois mandados estão ligados a um mesmo investigado. Já em Londrina, dois mandados têm relação com um único alvo, enquanto o terceiro foi direcionado a um casal suspeito de envolvimento no esquema.
Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, que agora passam por perícia. A análise dos dados armazenados deve ajudar a mapear a extensão da rede de comercialização ilegal e identificar outros possíveis envolvidos.
Apesar de terem sido encontradas poucas ampolas durante as buscas que, segundo os investigados, seriam para uso próprio, a Polícia Federal aponta que os indícios coletados anteriormente sugerem prática de comércio ilegal.
As apurações seguem em andamento e incluem, além da análise dos celulares apreendidos, a coleta de informações junto a plataformas digitais, onde parte dessas substâncias é ofertada de forma irregular.
Entre os principais alvos da operação estão medicamentos à base de substâncias como semaglutida e tirzepatida, utilizadas no tratamento da obesidade, mas que vêm sendo alvo de uso indiscriminado e comercialização fora das normas sanitárias. Outro composto investigado é a retatrutida, que ainda não possui autorização para comercialização no Brasil.
As ações também envolvem a fiscalização de estabelecimentos como clínicas estéticas, laboratórios de manipulação e empresas que atuariam à margem da regulamentação, produzindo, fracionando ou vendendo medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.