Conselheiros tutelares da zona norte alegam excesso de trabalho e esgotamento e pedem para que casos sejam redistribuídos a outras regiões
Demanda do conselho da zona norte seria duas vezes maior se comparada à dos demais conselhos da cidade
Os cinco conselheiros tutelares da zona norte colocaram uma faixa em frente ao prédio da entidade, no conjunto Chefe Newton, pedindo socorro e dizendo que estão sobrecarregados. Segundo os profissionais, a demanda aumentou muito de seis anos para cá, depois do fechamento de um dos dois conselhos da região. Ou seja, todos os atendimentos da maior região da cidade estão sendo feitos por apenas uma unidade. No ano passado, por exemplo, cada um dos cinco conselheiros da zona norte foram responsáveis por dar andamento a 1.129 ocorrências. O número é praticamente o dobro se comparado aos cerca de 600 atendimentos realizados pelos profissionais nos outros quatro conselhos tutelares da cidade. Patrícia Mafalda, conselheira tutelar na zona norte, disse que o estado dela e dos colegas beira a exaustão total.
A prefeitura e o Ministério Público já foram avisados, mas, até o momento, nenhuma solução foi apresentada. Coube ao conselho da zona norte sugerir que os casos da região sejam redistribuídos a outras entidades, mas, segundo Patrícia, há resistência por parte dos profissionais que receberiam essa nova demanda.
A redistribuição é uma alternativa apresentada à solução definitiva que, segundo Patrícia, envolveria a reabertura do segundo conselho tutelar na zona norte. Ela lembrou que a proposta faz parte do plano de governo do prefeito Tiago Amaral, e que a implantação do novo conselho custaria R$ 1 milhão. Os recursos ainda estariam em fase de captação junto aos governos federal e estadual.