TERCA, 10/09/2019, 19:46

Arquidiocese de Campo Mourão se manifesta sobre padre de Cambé que estaria ameaçando garota com quem se relacionou por 5 anos

O Padre Izaías da Conceição estava atuando em uma igreja em Cambé, há suspeita de que ele tenha sido transferido por causa dos problemas com a moça.

Uma garota de 20 anos de idade e o irmão estiveram em Londrina nesta semana denunciando as ameaças do Padre Izaías da Conceição.

A denuncia seria de que o padre com quem a garota mantinha relação amorosa há cinco anos não aceitava o fim do namoro e a estaria ameaçando.

A arquidiocese de Campo Mourão, a qual o padre responde, apesar dele viver em Cambé, já se manifestou, alegando que vai tomar as devidas providências.

De acordo com o delegado de Cambé, Roberto Fernandes Lima, a garota foi ameaçada pelo padre por mensagens de whatsaap enquanto fazia a denuncia na delegacia.

A prisão foi feita como um flagrante, no mesmo momento das ameaças.

De acordo com o depoimento da garota, moradora de Campina da Lagoa assim como ele na época, estava com uma situação fragilizada aos 15 anos de idade e precisava de um atendimento psicológico. Foi indicada por amigos e familiares a buscar ajuda com o padre que também é psicólogo e havia recém chegado na comunidade.

Desde então, ela teria sido seduzida e passou a ter uma relação amorosa com o padre.

Ao longo dos últimos 5 anos ela tentou se afastar e terminar a relação que era sigilosa, mas o padre a ameaçava com fotos íntimas dela que seriam expostas nas redes sociais, na última vez em que ela terminou com o padre, começou a namorar, mas o padre não parava de ameaça-lá, por isso resolveu vir com o irmão e fazer a denuncia em Londrina.

O padre ficou preso por uma noite, foi solto depois de pagar fiança de R$ 1,5 mil.

Quando interrogado ele usou o direito de permanecer calado e afirmou que só vai responder em juízo.

Há suspeita de que o padre tenha sido transferido de Campina da Lagoa para Cambé, por causa do caso e dos problemas envolvendo a garota.

Acompanhe um trecho da nota, enviada à nossa reportagem, pela Mitra Diocesana de Campo Mourão:

“(...) o assunto já está sendo conduzido pelo departamento responsável, onde estão sendo tomadas as devidas providências, tendo em vista tratar-se de uma denúncia (...). Assim para que não seja exposto qualquer pessoa envolvida, todos os cuidados estão sendo tomados, mesmo porque trata-se ainda de uma apuração de um fato delituoso, ainda não conclusivo.”

Apesar de ter sido solto, o padre continua sendo investigado e será acusado de crime contra a mulher, violência doméstica e constrangimento ilegal. Nossa reportagem não conseguiu contato com o padre.

Por Bruno Carraro

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