QUINTA, 05/03/2026, 14:41

Aumento no uso de medicamentos emagrecedores acende alerta para descarte de seringas em Londrina

Secretária Municipal de Saúde orienta população a levar materiais perfurocortantes às Unidades Básicas de Saúde (UBS’s)

O crescimento no uso de medicamentos emagrecedores, muitos deles adquiridos de forma irregular, tem provocado um novo desafio para a saúde pública em Londrina: o descarte adequado de seringas e agulhas utilizadas nas aplicações domiciliares.

De acordo com Gustavo Menezes Goulart, gerente de operações da rede de farmácias Vale Verde, o consumo de insumos para aplicação de insulina também aumentou consideravelmente em todas as unidades.A Secretária Municipal de Saúde tem reforçado orientações à população para evitar que esses materiais sejam jogados no lixo comum ou na coleta seletiva, o que pode provocar acidentes com coletores, recicladores e até contaminação ambiental.

Segundo o coordenador da área de produtos da Vigilância Sanitária, Thiago Aires Ferreira, o aumento no uso desses medicamentos tem refletido diretamente na procura por seringas de insulina, utilizadas para aplicação das substâncias. Quando descartadas de maneira inadequada, seringas e agulhas podem perfurar sacos de lixo e causar acidentes com trabalhadores da coleta ou com catadores de materiais recicláveis.

De acordo com Aires, todas as unidades básicas da cidade possuem estrutura para receber esse tipo de material e realizar o encaminhamento correto. Os resíduos são coletados por empresas especializadas contratadas para realizar o tratamento e o destino final de materiais potencialmente contaminantes.

Atualmente, Londrina possui a Lei Municipal que trata do descarte de medicamentos em desuso. A Secretaria de Saúde já solicitou a atualização da norma para incluir também dispositivos utilizados em tratamentos realizados em casa, como seringas, agulhas e lancetas.

Enquanto a alteração legal não é formalizada, a orientação continua sendo que a população procure as unidades básicas de saúde para realizar o descarte seguro desses materiais, evitando riscos à saúde pública e ao meio ambiente

Por Paulo Andrade

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